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Assaduras nas partes íntimas femininas


Assaduras nas partes íntimas femininas

2 semanas atrás / 7 min de leitura

A incontinência urinária é uma condição de saúde na qual o indivíduo sofre com uma perda urinária involuntária e em momentos esporádicos do dia, o que muitas vezes faz com que ele precise fazer uso de recursos como fraldas descartáveis ou absorventes para evitar possíveis vazamentos.

Embora possa atingir pessoas de diferentes gêneros e em diversos momentos da vida, o distúrbio costuma ser mais frequente em mulheres – de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 72% das mulheres no mundo já sofreram em algum momento com essa condição.

E os seus efeitos são muitos, indo desde os aspectos psicológicos, como dificuldade para socializar ou sair de casa, medo de interagir com outras pessoas e ter o problema “descoberto”, falta de confiança e baixa autoestima. Até reações físicas, como é o caso das assaduras nas partes íntimas femininas, que apesar de não serem causadas pela incontinência urinária, estão diretamente relacionadas à condição, já que são provocadas pelo uso incorreto de fraldas ou absorventes.

Mas não há motivos para se preocupar. Afinal, a assadura na virilha e outras partes da região íntima é um problema bastante simples de ser resolvido, sendo necessários apenas alguns ajustes e cuidados. Então, se você quer saber tudo sobre as assaduras nas partes íntimas femininas, causas do problema e como tratá-las, confira esse artigo que preparamos!

O que são assaduras nas partes íntimas?

Embora sejam quase sempre associadas a bebês e crianças, principalmente por conta do uso frequente de fraldas, as assaduras são um problema dermatológico que podem acontecer com pessoas de todas as idades. As causas para as assaduras são inúmeras, podendo ser provocadas por fatores como roupas apertadas na região íntima, fator intenso ou doenças de pele.

Mas quando são relacionadas à incontinência urinária feminina, quase sempre o problema é provocado pelo contato da urina com a pele, decorrente do uso de fraldas ou absorventes que não absorvem completamente a umidade.

As assaduras nas partes íntimas femininas nada mais são do que inflamações na pele que na dermatologia são conhecidas como dermatites friccionais. Elas são provocadas, principalmente, pelo atrito intenso entre diferentes partes da pele – nesse caso, a virilha ou vagina – e roupas, absorventes ou fraldas. Por conta do calor intenso, o problema costuma ser ainda mais grave durante estações como o verão.

Geralmente, as áreas mais afetadas por esse tipo de dermatite são as coxas, virilha e a região íntima.

Quais as causas de assaduras nas partes íntimas?

As assaduras nas partes íntimas femininas podem ser reconhecidas por sinais como vermelhidão na região afetada, sensação de queimação ou ardência, sensibilidade na pele e coceira.

Em mulheres adultas que sofrem com incontinência urinária as assaduras podem ser tão comuns como em bebês, uma vez que a região apresenta todas as condições ideais de calor e umidade promovida pelo uso frequente de fraldas ou absorventes.

Isso acontece porque além de abafar a região em que são colocadas, algumas fraldas inadequadas ou usadas de forma inadequada tornam a área ainda mais úmida devido às fezes e urinas, tornando ainda mais fácil o aparecimento desse tipo de dermatite.

Além disso, outros fatores podem contribuir para o surgimento de assadura na virilha, como por exemplo roupas apertadas utilizadas no dia a dia, já que a peça não permite uma boa ventilação da pele. Outra possível causa para o problema é a higienização inadequada da região. Além disso, o calor acompanhado da umidade do local torna o ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, agravando ainda mais a situação.

Perigo das assaduras nas partes íntimas

As assaduras nas partes íntimas são problemas fáceis de serem tratados, portanto isso deve ser feito o quanto antes. Entre os perigos de não realizar o tratamento adequado está a evolução do quadro, já que as feridas podem contrair infecções por bactérias ou fungos, como por exemplo a Candida Albicans, que causa a candidíase.

Como tratar assaduras nas partes íntimas femininas?

Em caso de suspeita de assaduras nas partes íntimas femininas ou conforme forem aparecendo os primeiros sintomas, a primeira recomendação é que não seja feito nenhuma automedicação, mas sim procurado um médico dermatologista para que ele possa avaliar a situação, identificar as causas e receitar o tratamento adequado de acordo com a gravidade do problema.

Caso seja identificada a dermatite friccional, geralmente recomenda-se o uso de cremes de barreira, que em poucos dias ajudarão a diminuir os sintomas. Além disso, em caso de uso de fralda ou absorvente para incontinência urinária, pode ser recomendada a substituição do produto por uma opção hipoalergênica, além de maior frequência entre as trocas para evitar umidade no local.

Durante o período de tratamento, é importante que se evite o uso de roupas muito apertadas ou tecidos que possam agravar as assaduras, como por exemplo o jeans, dando preferência por roupas leves de algodão.

Outras causas de ardência na parte íntima feminina

Além da incontinência urinária, outras condições também podem provocar assaduras nas partes íntimas femininas, além de ardência no local. Na dúvida, o ideal é que não seja administrado nenhum tipo de tratamento caseiro para que o problema não seja agravado pelo tratamento inadequado, mas sim que seja procurado um profissional especialista, como por exemplo o ginecologista, que será responsável por solicitar os exames necessários para identificar o problema, suas possíveis causas e propor o tratamento condizente com a condição.

Conheça abaixo as principais causas da ardência na região íntima feminina:

Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana se trata de uma infecção vaginal causada pelo excesso da bactéria Gardnerella vaginalis ou Gardnerella mobiluncus no canal vaginal e apresenta como principais sintomas uma coceira intensa, desconforto ao urinar, queimação, além de cheiro fétido e corrimento que pode ser branco pastoso, amarelado ou cinzento.

Essa bactéria faz parte da microbiota vaginal da mulher, o que quer dizer que não é transmitida por via vaginal. Geralmente, a infecção por essa bactéria acontece quando há um desequilíbrio na microbiota vaginal da mulher, resultando na diminuição da quantidade de lactobacilos e predomínio de uma espécie de bactérias sobre outras.

Embora seja um problema bastante desconfortável, a vaginose bacteriana possui um tratamento simples que consiste no uso de antibióticos específicos. Por esse motivo, o ideal é que seja consultado um dermatologista para o tratamento adequado.

Infecção fúngica    

As infecções fúngicas podem ter diferentes origens, como por exemplo a hospitalar, que ocorre quando há a presença de algum ferimento na pele, e a comunitária, que é causada no dia a dia quando a pessoa sofre com algum desequilíbrio dos organismos de defesa do corpo.

Um exemplo de infecção fúngica comunitária é a candidíase. A família Candida possui diferentes fungos associados a ela, sendo a Candida Albicans um dos mais comuns e que está naturalmente no organismo humano. Quando os mecanismos de defesa imunes são prejudicados, o fungo pode causar infecções que são caracterizadas, principalmente, pelo aparecimento de placas esbranquiçadas nas regiões da língua e gengiva.

Além disso, essa condição também costuma afetar as dobras da pele, em locais como a virilha e a região genital, provocando coceiras, ardência e até secreção de corrimento esbranquiçado. Em casos mais severos, a candidíase pode se disseminar pela corrente sanguínea, atingindo pulmões, coração e rins.

Infecção urinária    

Por infecção urinária podemos entender qualquer tipo de infecção por microorganismos que atinja o trato urinário e, dependendo da estrutura acometida, pode ser apresentada com diferentes nomes como uretrite (uretra), cistite (bexiga) ou pielonefrite (rins).

A infecção urinária pode ser causada por diferentes microorganismos, mas geralmente a responsável é a bactéria, Escherichia coli, que está presente naturalmente no intestino e é importante para a digestão, mas prejudicial para o aparelho urinário.

Geralmente a infecção urinária é mais comum em mulheres e o principal motivo para isso é que a uretra da mulher, uretra da mulher, além de ser mais curta que a do homem, muito está mais próxima do ânus, o que favorece a passagem de micro-organismos para a região.

Os principais sintomas da infecção urinária são necessidade urgente de urinar com frequência; escassa eliminação de urina em cada micção; ardor ao urinar; dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre; febre e sangue na urina nos casos mais graves.

Alterações hormonais    

Algumas alterações hormonais, bastante comuns durante a menopausa, podem tornar a parede da vagina mais fina e sensível, provocando irritações no local, que são conhecidas como vaginite atrófica. Além da menopausa, outras situações que também podem provocar alterações nos hormônios femininos são a retirada dos ovários, realização de radioterapia ou o uso de certos medicamentos.

Doenças de pele   

Certos tipos de problemas dermatológicos ou doenças de pele costumam acometer diferentes partes do corpo, inclusive a vulva e a mucosa vaginal, o que pode fazer com que a mulher sinta ardência ou apresente ferimentos na região. Algumas das causas mais comuns são o líquen plano e líquen simples, que acometem, principalmente, mulheres com mais de 40 anos.

Vulvodínia

A vulvodínia trata-se de uma patologia que atinge mulheres de todas as idades, mas que costuma ser mais comum nas mais jovens. Trata-se de uma condição que caracteriza-se pelo desconforto vulvar crônico, com fortes dores e ardência na região íntima que podem ocorrer em  no clitóris, nos grandes lábios ou no vestíbulo, mas que também pode aparecer em toda a região (vulvodínia generalizada), tanto de forma espontânea, como de forma provocada (durante o sexo, exercícios físicos ou exames ginecológicos).

Os sintomas mais comuns desta condição são sensação de calor, queimação e ardência, pontadas na área externa da vagina e coceira na região da vulva.

Geralmente, o tratamento consiste em uma abordagem interdisciplinar, ou seja, com a atuação de múltiplos profissionais, tais como fisioterapeutas especializados em fisioterapia pélvica, psicólogos e nutricionistas.

Herpes genital

O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelos tipos 1 e 2 do vírus herpes simples e é em muitos casos assintomática. Ou seja, não apresenta nenhum sintoma no paciente infectado.

Em outros casos, no entanto, pode apresentar sintomas bastante específicos e que atingem a área das genitálias, podendo ser confundida com uma irritação da pele. Alguns sintomas que podem surgir são ardência, coceira e pequenas feridas. Além disso, a herpes também pode causar vermelhidão na pele, dor ao urinar e formigamento.

Confira também nosso artigo: Cuidados íntimos femininos

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As assaduras nas partes íntimas femininas afetam diretamente a autoestima das mulheres, além de mexerem com outros pontos como confiança, feminilidade ou vontade de se relacionar com outras pessoas. E, além dos aspectos psicológicos, podem trazer inúmeros outros efeitos indesejados para o corpo. Por isso o ideal é que se busque ajuda médica especializada assim que identificados os primeiros sintomas.

Em mulheres com incontinência urinária, além do tratamento para a assadura, o ideal é que seja investigada as suas possíveis causas, mas na maioria dos casos o uso de fraldas ou absorventes inadequados está diretamente ligado ao problema, uma vez que podem favorecer a umidade na pele, responsável pelo surgimento de feridas.

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