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Autocuidado: por onde começar?


Autocuidado: por onde começar?

2 anos atrás / 6 min de leitura

Atualmente vivemos uma rotina com diversas tarefas que ocupam praticamente todo o nosso dia. E uma coisa ou outra pode acabar ficando de lado nessa lista de afazeres. Vamos testar? Quando foi que você parou entre esse emaranhado de tarefas e trouxe à consciência coisas que você tem deixado de fazer por você? Ou seja, tem dedicado tempo para exercer o autocuidado? Essa prática consiste no ato de cuidar de si, e não é a mesma coisa que vaidade, relacionado ao cuidado estético, que seria se cuidar de fora para dentro, se trata do movimento de dentro para fora: cuidar da saúde mental, da saúde física, dos pensamentos, das emoções, da busca pelo autoconhecimento.

Esse ato de parar e voltar o olhar e a atenção para si, tornando-se consciente do seu mundo, de suas necessidades e vontades, pode ficar esquecido frente ao ritmo de vida que a sociedade tem vivenciado. Frente a essa dinâmica, entramos no chamado piloto automático, exercendo nosso papel social sem pensar ao executá-lo. Estamos indo e vindo de onde precisamos estar, cumprindo nossas responsabilidades sem dar a merecida atenção a nós e consequentemente sofrendo alguns prejuízos na qualidade de vida.

Um exemplo é a pandemia do covid-19, como consequência, novas maneiras foram inseridas nas rotinas e nos hábitos da sociedade: medidas higiênicas, maneiras de se relacionar, novos desafios, questões e práticas de saúde sendo repensadas frequentemente. O home office e as práticas educacionais se transformaram no mundo digital, o que exigiu uma grande adaptação. Mas em contraponto, nesse cenário de saúde pública nunca se discutiu e se incentivou tanto os cuidados, prevenção e promoção de saúde, a importância dos cuidados e os grandes impactos na saúde mental, mesmo sendo ainda um assunto mal compreendido. 

O que é autocuidado?

O autocuidado não está necessariamente relacionado aos hábitos voltados para a estética corporal e sim no ato de cuidar das dimensões que compõem o nosso eu em busca de uma vida equilibrada e harmoniosa. Existe um termo na psicologia chamado de Biopsicossocial, que considera o ser humano com questões que envolvem sua saúde física, psicológica e social. Quando se fala sobre o autocuidado, é cuidar e preservar de todos os aspectos que envolvem nossa saúde, nossas funções psicológicas como pensamentos, sentimentos e emoções. Já no aspecto social vale manter bons relacionamentos interpessoais, uma vez que é por meio deles que se irá dividir experiências, somar aprendizados, construir vínculos, e tudo isso precisa ser estabelecido de maneira saudável e prazerosa.

Porque o autocuidado é tão importante?

Cuidar de si é importante por muitas razões e, ao mesmo tempo, pode ser algo difícil, pois exige certa atenção e consciência ao que está acontecendo com nossa própria vida. No entanto, exige uma pausa frente a turbulência do cotidiano. 

Ainda assim, algumas pessoas podem ter uma visão que essa análise pode ser uma prática egoísta, que pode ser errado pensar tanto sobre si. Mas na realidade é uma forma de se fortalecer, se autoconhecer, entender seus limites, suas qualidades e seus defeitos, aprender a gerenciar os conflitos que podem surgir na nossa rotina.

O autocuidado, portanto, nos impulsiona a alcançar maior qualidade de vida, bem-estar e realização pessoal, pois essa prática permitirá nos conhecer melhor. Ela contribui para nossa autoestima, fortalece a autoconfiança e a capacidade de tomar decisões frente aos desafios da vida. Além disso, irá moldar a forma como nos relacionamos com o mundo externo, nas relações de trabalho e a traçar objetivos e metas para realizações pessoais, financeira, entre outras questões que são julgadas importantes para cada um.

Quais os tipos de autocuidado?

Diante de todos os pontos que levantamos anteriormente sobre a importância de praticar o autocuidado, você pode estar se questionando como colocá-lo em prática. Afinal, essa tarefa pode ser um pouco difícil, principalmente para quem está acostumado a cuidar dos outros. Pensando nisso, listamos os principais tipos de autocuidados que você pode inserir na sua rotina. Confira!                  

Físico

Envolve toda prática que contribui para a saúde no geral, como praticar exercícios físicos, que ajudam no controle de doenças crônicas; estabelecer uma alimentação saudável com alimentos nutritivos necessários para a manutenção da saúde e prevenção de doenças. 

Uma outra questão importante é dormir bem, sendo este um fator essencial para a saúde. Quem enfrenta dificuldades em manter uma rotina de sono de qualidade pode presenciar quadros de estresse e funções cognitivas prejudicadas: falta de atenção, foco, memória, aprendizagem, dentre outras.

A higiene pessoal também entra nesse contexto, no dia a dia estamos a todo momento em contato com superfícies  e espaços compartilhados, em restaurantes, banheiros públicos, elevadores, táxis, ônibus, hospitais, entre outros. Uma boa maneira preventiva são os Lenços antissépticos Bigfral, pois são práticos e ideais para higienização das mãos. Seu uso no dia a dia traz mais segurança e conforto, inibindo a proliferação de germes e bactérias. Essas medidas de prevenção para quem não dispõe de muito tempo é uma aliada para a manutenção da saúde.

Emocional

Parece ser algo diferente de saúde mental, mas estão intimamente ligadas. A saúde emocional tem relação com a habilidade de gerenciar as emoções. Nesse caso, as negativas, que muitas vezes não sabemos nomear – raiva, angústia, tristeza, insatisfação. O cuidado com nossas emoções se dá em buscar compreender nossos sentimentos e equilibrá-los diante das demandas de fatores externos a nós.

É importante ressaltar que não pode ser desconectada da saúde do corpo, já que somos um único indivíduo. A saúde mental pode ser descrita como um estado de equilíbrio entre o ser e o mundo e como uma pessoa reage às exigências da vida. Além disso, se dá na administração das suas emoções, desejos, ideias, pensamentos e também a maneira como olhamos para nós mesmos. Quando estamos em desequilíbrio, esgotados física ou emocionalmente, a saúde mental pode sofrer grandes prejuízos.

Social

Prezar por relações saudáveis e prazerosas seja com familiares, amigos, relações afetivas e colegas do trabalho, é um bom indicador de que está prezando pela sua qualidade de vida. Esse tipo de autocuidado é muito importante e merece atenção em dobro, pois pode ser a causa de adoecimento dos fatores mencionados acima, especialmente o psicológico. 

Muito se fala sobre “relacionamento tóxico”, ou seja, aquele tipo de pessoa com influência e comportamentos negativos diante de nós e que sem percebermos nos fazem mal, comprometem nossas funções mentais, resultando no declínio da harmonia diante da convivência entre essas pessoas.

Quais os benefícios do autocuidado?

Você já ouviu que o autocuidado e a autoestima andam sempre juntos? Pois é, acontece que não há como preservar o segundo, sem praticar o primeiro. A autoestima é fundamental para que confiemos nas nossas decisões, pois é a partir dela que construímos uma visão positiva sobre nós.  Para contribuir na autoestima, é necessário praticar o autoconhecimento. 

Como aprendemos até aqui, o autocuidado está diretamente relacionado com a qualidade de vida e o bem-estar. Um dos principais benefícios dessa prática é a manutenção da saúde como um todo, pois se conhecer melhor e cuidar de si é um ponto chave que permitirá evitar situações de estresse e prevenir episódios de ansiedade, insônia, surgimento de doenças crônicas entre outros fatores.

Dicas para praticar o autocuidado

Colocar o autocuidado em prática é sinônimo de amor próprio, embora essencial, ainda se trata de uma escolha que devemos optar por ela todos os dias. Mudar os hábitos de vida não é uma tarefa fácil, pois exige força de vontade e determinação para tornar isso um estilo de vida que seja natural e prazeroso. 

Por isso, para ter bons resultados, é preciso compreender que você não precisará fazer tudo que deseja da noite para o dia, o primeiro passo é refletir sobre essa questão, planejar e organizar onde essa mudança precisa de mais atenção. Nesse caso, um primeiro passo eficaz é que antes façamos uma pergunta: o que eu realmente preciso para ficar bem no dia a dia? O que me deixaria feliz? 

Além da importância em praticar o autocuidado, é válido incluir nesse processo o autoconhecimento, pois pode ser um bom norteador para definir nossos objetivos e o que pretendemos dar mais atenção e cuidados. Entretanto, não existe um manual com a receita pronta para essas ações, vale olhar para si e identificar seus próprios interesses.

Cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar e separar um tempo para a reflexão. Entretanto, há algumas dicas para dar o primeiro passo:

  • Fazer pausas durante o dia: uns minutinhos entre uma tarefa e outra é se cuidar! Desacelere um pouco.
  • Focar no presente: não está no nosso controle coisas do passado, nem do futuro. Liberte-se!
  • Permitir-se uns mimos: faça algo que lhe agrade. Pequenos gestos também valem. 
  • Não se cobre tanto: não deixe o ritmo da sociedade te pressionar a dar conta de tudo. Não somos uma máquina.
  • Durma bem: não abra mão de uma boa noite de sono.

Cuidar de si: o melhor que podemos fazer pelo nosso bem-estar

Podemos concluir, a partir dessas informações, os diversos benefícios que podemos adquirir cuidando de nós, dando a devida atenção à nossa saúde, sentimentos, desenvolvimento pessoal e relações com pessoas que podemos desfrutar e dividir os momentos mais importantes. 

Tão importante diante de qualquer mudança de hábitos que visa a busca para melhorar a qualidade de vida, é a mudança na mentalidade antes da transformação do comportamento. Avaliar essa atitude na sua rotina e o quanto ela cumpre os seus objetivos e desejos no seu momento de vida. 

Um bom começo, pode ser separar um tempo e estar presente de fato no momento para colocar em dia a leitura daquele livro que tanto queria, ouvir músicas, tomar um banho relaxante, meditar e, talvez, como o primeiro item da lista: ter um sono de qualidade com a quantidade de horas corretas, que vão cumprir com a necessidade de descanso da mente e do corpo. Esse descanso é responsável por reparar os danos causados pelos acontecimentos do dia a dia, como cansaço físico e mental. Estas são pequenas, mas essenciais, atitudes para o autocuidado.

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