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Como viver melhor durante a menopausa


Como viver melhor durante a menopausa

12 meses atrás / 6 min de leitura

A menopausa é uma fase natural que marca o fim da fertilidade feminina. Durante este período, o corpo passa por mudanças hormonais significativas que podem gerar certos incômodos. No entanto, isso não significa que esse quadro seja irreversível, já que existem muitas opções disponíveis para ajudar a aliviar esses sintomas e melhorar a qualidade de vida.  Neste texto, abordaremos os principais aspectos sobre como viver melhor na menopausa, incluindo sintomas comuns, e opções de tratamento.

O que é menopausa?

A menopausa é um período natural na vida de todas as mulheres que geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos de idade. Durante a menopausa, os ovários param de produzir hormônios, como estrogênio e progesterona, e assim, a ovulação não ocorre mais. O início da menopausa é marcado após a mulher passar 12 meses sem menstruar. No entanto, esse diagnóstico só é possível ser feito por um médico ginecologista.

Mudanças fisiológicas na menopausa

Durante esse período, o corpo feminino passa por diversas mudanças fisiológicas que precisam de atenção para buscar maneiras efetivas de reduzir alguns sintomas. As mudanças frequentemente relatadas são as seguintes:

Diminuição dos hormônios sexuais

É caracterizada pela diminuição gradual da produção dos hormônios sexuais femininos, como o estrogênio e a progesterona. Essa queda hormonal pode causar impactos da vida sexual da mulher como: ressecamento vaginal, diminuição da libido, que pode causar desconforto e dor durante a relação sexual e até mesmo dificuldades em atingir o orgasmo.

Ondas de calor e sudorese

O estrogênio tem um papel importante na regulação da temperatura corporal, e a diminuição de seus níveis pode levar a uma disfunção. Isso pode resultar em flutuações de calor ou frio e sudorese excessiva. As ondas de calor são uma das queixas mais comuns das mulheres na menopausa. Elas são caracterizadas por uma sensação de calor repentina, acompanhada de suor e vermelhidão no rosto, pescoço e peito. Também pode desencadear palpitações cardíacas, tonturas e náuseas.

Algumas mulheres podem experimentar sudorese noturna mesmo sem ter uma onda de calor repentina, podendo afetar a qualidade do sono e causar fadiga durante o dia. Nesses momentos em que a sudorese aparece, o uso das toalhas umedecidas Bigfral são uma opção prática e rápida para aliviar a sensação de suor do corpo, deixando de lado o desconforto.

Insônia e alterações de humor

Muitas mulheres podem experimentar noites de insônia e alterações de humor durante a menopausa. A insônia é um distúrbio que pode ser caracterizado pela dificuldade em adormecer ou em manter o sono. As mulheres que estão nessa fase podem passar por esse desconforto devido a uma série de fatores: ondas de calor noturnas, dores nas articulações, estresse, ansiedade, depressão, entre outros.

Além disso, a falta de estrogênio pode afetar a qualidade do sono, pois esse hormônio é responsável por regular a produção de melatonina, que auxilia na regulação do sono.

As alterações de humor são outro sintoma comum da menopausa. Muitas mulheres podem sentir-se irritadas, ansiosas, tristes, deprimidas ou perceber mudanças de humor súbitas e inexplicáveis. Isso pode ser atribuído às flutuações hormonais que ocorrem durante a menopausa, pois o estrogênio desempenha um papel importante na regulação do humor e da emoção.

É importante destacar que a insônia e as alterações de humor não são apenas desconfortáveis, mas também podem ter um impacto significativo na qualidade de vida. A privação do sono pode levar à fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração e até mesmo à diminuição do sistema imunológico. Por sua vez, as alterações de humor podem afetar a autoestima, a interação social e a qualidade dos relacionamentos.

Mudanças na pele e cabelo

Fios de cabelo embolados em um pente

A pele pode passar por algumas mudanças na menopausa, sendo afetada pela diminuição da produção de colágeno e elastina, que são responsáveis pela firmeza e elasticidade. Com a diminuição dessas proteínas, a pele pode ficar mais fina e menos elástica, o que pode resultar em rugas, flacidez e ressecamento. Além disso, a produção de óleos naturais da pele também diminui, o que pode levar a um aumento da secura e coceira.

No que se refere ao cabelo, a menopausa pode levar a uma diminuição da produção de queratina, que é responsável pela força e brilho dos fios. Como resultado, eles podem se tornar mais frágeis e quebradiços. Além disso, ficam com menos brilho e vitalidade. 

Dicas para viver melhor durante a menopausa

Embora a menopausa possa ser um período desafiador, existem algumas estratégias que podem ajudar as mulheres a viver melhor durante essa fase da vida. Aqui estão algumas dicas:

Alimentação saudável e equilibrada

Durante a menopausa, o corpo precisa de nutrientes específicos para ajudar a manter a saúde óssea e combater o ganho de peso. Tente incluir alimentos ricos em cálcio, vitamina D e magnésio, como: leite, iogurte, verduras de folhas escuras, amêndoas, sementes de abóbora e salmão. Inserir frutas, grãos integrais e legumes também pode ser benéfico. Evite alimentos gordurosos e processados que podem contribuir para o ganho de peso e prejudicar a qualidade de vida e o bem-estar nessa fase.

Práticas de relaxamento e meditação

Pessoas meditando

O estresse pode piorar os sintomas da menopausa, por isso é importante encontrar maneiras de relaxar e reduzir esse sentimento. Que tal experimentar técnicas como meditação, yoga ou massagem?  Fazer atividades que lhe tragam prazer, como ler um livro, tomar um banho quente ou passar tempo com amigos pode ser importante para atravessar esse momento.

Terapias complementares, como acupuntura e fitoterapia

Embora a terapia de reposição hormonal seja uma opção comum para lidar com esses sintomas, muitas mulheres preferem terapias complementares, como a acupuntura e a fitoterapia. Essas terapias alternativas oferecem uma abordagem natural para tratar os sintomas da menopausa sem os efeitos colaterais dos medicamentos convencionais.

A acupuntura, uma técnica de medicina tradicional chinesa, envolve a inserção de agulhas finas em pontos específicos do corpo para estimular o fluxo de energia. Vários estudos demonstraram que ela pode ajudar a reduzir a intensidade e a frequência dos sintomas da menopausa, incluindo ondas de calor, sudorese noturna e insônia.

A fitoterapia, por sua vez, utiliza plantas medicinais para tratar problemas de saúde, podendo ajudar a reduzir os sintomas da menopausa, como ondas de calor, insônia e até na função sexual. Embora as terapias complementares possam ser eficazes, é importante lembrar que nem todas funcionam, dependendo da situação. Algumas plantas medicinais podem interagir com medicamentos prescritos, por exemplo.

Antes de iniciar qualquer terapia complementar, é importante conversar com um profissional de saúde para determinar se é adequado para você e quais os possíveis riscos e benefícios envolvidos.

Cuidados com a pele e cabelo

Um dos principais hormônios afetados na menopausa é o estrogênio, que é responsável por manter a pele hidratada e firme. A mulher pode perder até 30% de colágeno por causa da queda desse hormônio, reduzindo a capacidade natural de hidratação. A pele pode ficar mais fina, seca e flácida, o que pode levar a um aumento no surgimento de rugas e linhas de expressão. Além disso, a menopausa também pode desencadear um aumento da produção de melanina, o que pode resultar em manchas escuras na pele, especialmente na face.

No cabelo, a menopausa pode causar uma diminuição da densidade capilar, bem como do diâmetro dos fios, o que pode levar a um aspecto mais fino e ralo. Além disso, também pode desencadear um aumento da queda de cabelo, principalmente no topo da cabeça.

Em casos mais graves, em que a queda de cabelo é excessiva ou a aparência da pele é significativamente afetada, pode ser necessário buscar tratamentos médicos específicos, como a reposição hormonal ou procedimentos estéticos. É importante consultar um médico para avaliar as opções mais adequadas para cada caso.

Importância do acompanhamento médico

A frequência das consultas e dos exames ginecológicos após a menopausa depende de cada caso. Entretanto, o ideal é procurar o ginecologista uma vez ao ano como método preventivo. Alguns exames são indicados para todas as pacientes independente da fase da vida e são imprescindíveis. Os principais são: 

Mamografia: é recomendado para mulheres a partir dos 40 anos e pode detectar de modo precoce um possível câncer de mama.

Exames de sangue: importante para rastrear níveis de colesterol e triglicerídeos, função renal, dosagem dos hormônios da tireoide e checar como estão as vitaminas, como a vitamina D, ferro, vitamina B12, entre outros.

Colpocitologia oncológica: mais conhecido como Papanicolau, esse exame é de extrema importância para detectar precocemente o câncer de colo do útero, e lesões que podem evoluir para este quadro.

Densitometria óssea: permite o diagnóstico de osteoporose e de osteopenia, quadros que podem surgir após a menopausa.

Uma das principais razões pelas quais o acompanhamento médico é tão importante durante a menopausa, se deve ao aumento do risco de certas condições de saúde, como osteoporose, doenças cardiovasculares e câncer de mama. Com o acompanhamento adequado, esses riscos podem ser reduzidos e a mulher pode tomar medidas preventivas para manter sua saúde em dia.

Bem-estar na menopausa: a importância de cuidar da saúde física e mental durante essa fase

Ao longo dos anos, a menopausa tem sido um tema cada vez mais discutido e estudado em relação à qualidade de vida e bem-estar das mulheres. Com o envelhecimento populacional, ela vem se tornando cada vez mais comum. Por isso, é importante entender e levar conhecimento à população sobre como essa transição afeta as mulheres e quais são as melhores maneiras de lidar.

É importante que as mulheres sejam informadas sobre as opções disponíveis e recebam o suporte necessário para enfrentar a menopausa de maneira saudável e positiva. Com uma abordagem multidisciplinar que inclui mudanças de estilo de vida, tratamento adequado, apoio psicológico e social, elas podem enfrentar essa fase com confiança e melhorar significativamente na qualidade de vida e bem-estar.

Procure um médico ou especialista para te orientar nessa fase!

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